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GALERIA CULTURAL
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MANIFESTAÇÕES CULTURAIS
OS ZABUMBEIROS
Os Zabumbeiros, grupos de músicos composto por 4 homens que tocam triângulo, zabumba, pandeiro e pífano (ou gaita). Atualmente, tem-se conhecimento de três grupos que se apresentam em novenas, festas locais e em encontros culturais nos outros municípios, cujos lideres são seu Zé Modesto, no povoado Meia Légua, Seu Antônio Preto, na Colônia Boquim e seu Manézinho, do grupo Malagueta. Este último surgiu há 20 anos liderado pelo seu João, sendo herdado por Manézinho após a sua morte.

MICARETA
Ainda dentro das festividades do município, tem-se destaque a Micareta de Boquim que é realizada no período entre o carnaval e o São João. A festa reúne milhares de pessoas da região centro-sul e de Aracaju, que desfilam ao longo da Av. Simpliciano Fernandes da Fonseca atrás de trios elétricos, ao som de bandas de renome nacional e local.

FESTA DA LARANJA
Entretanto, o grande momento no calendário festivo do município é a Festa da Laranja, criada, em 1956, por um grupo de jovens que queriam inovar na produção da laranja que despontava no município. Segundo contam, eles contaram de pronto com o apoio dos demais boquinenses que contribuíam doando frutas para a decoração, distribuindo-as na entrada do cinema Santo Antônio e também para os visitantes da festa.
A festa, a princípio, foi realizada no clube da cidade, que para comportar a quantidade de pessoas foi ampliado com folhas e frutos de laranjeiras, contando sempre com a participação da população para realizar do evento. Como a festa tomou uma dimensão maior, então, foi necessário distribuir por vários locais da cidade as palestras e oficinas que compunham festa. Para atender um público cada vez maior foi construído o parque citrícola destinado à realização do evento, concentrando grande parte da programação como exposições, concursos e shows.
Dentro da festividade é tradição a escolha da rainha da Laranja, momento muito disputado pelas moças da comunidade. Antigamente os votos para as candidatas eram vendidos, e quem vendesse mais era a vencedora. Claro que o voto mais comprado era sempre da candidata mais bonita para ser coroada a rainha da festa.

FILARMONICA
Em 24 de julho de 1983, a Lira Senhora Santana foi fundada pelo prefeito Horácio Fernandes Fontes e conta com sede própria localizada na Praça da Laranja, onde mantém uma escola para formação dos seus músicos. A primeira formação da banda tinha 24 componentes e era regida pelo regente Neldon Evangelista Farias, os quais se apresentaram oficialmente no dia 24 de julho de 1984, na festa da padroeira de Boquim. Atualmente é composta por 30 componentes e é regida por Gilson Andrade, que integra a Lira desde a sua fundação. Por volta dos anos de 1950 existiam duas filarmônicas em Boquim – a Lira Senhora Santana e a Coração de Jesus.

POETAS, ESCRITORES E CINEASTA
HERMES FONTES
Hermes Fontes, um dos maiores intelectuais sergipanos e brasileiros, nasceu em 28 de agosto de 1888 na então Vila Boquim. Escreveu vários livros, sendo citado como um dos melhores poetas brasileiros de sua época. Dentre suas obras, escreveu “Apoteoses”, livro bastante elogiado pela crítica da época. Constam de sua bibliografia: “Apoteoses” (versos), 1908; “Gêneses” (versos), 1913; “À Margem de um Inquérito”, (notas autobiográficas), 1913; “Ciclo de Perfeição”, 1914; “Mundo em Chamas”, 1914; “Juízos Efêmeros” (prosa), 1916; “Miragem do Deserto” (versos), 1917; “Epopéia da Vida”, 1917; “Microcosmo” (elogio dos insetos e das flores), 1919; “A Lâmpada Velada”, 1922; “Despertar!” (conto brasileiro), 1922; “Fonte da Mata”, 1930.
Foi redator do “Diário de Notícias”, trabalhou em prol da candidatura de Rui Barbosa à presidência da República. Colaborou também no “Imparcial”, foi funcionário dos Correios e oficial de Gabinete do ministro da Viação. Participou também da equipe de redação de “Careta” e “Fon-Fon”, e colaborou nos periódicos “Tribuna”, “Imprensa”, “Atlântida” e outros. Dedicou-se, durante sua vida, a escrever também textos políticos e humorísticos, assinando algumas colunas com diferentes pseudônimos. E se suicidou no dia 25 de dezembro de 1930 por causa de depressão, no Rio de Janeiro.

CELSO OLIVA
Celso Pinto de Oliva foi odontologista, fotógrafo, contista, poeta e pesquisador, fundador e presidente da Sociedade Sergipana de Fotografia. Expôs seus trabalhos em diversos países. Conquistou vários troféus, diplomas e medalhas. Entre os diversos contos publicados em jornais e revistas de Aracaju e no Correio da Manhã do Rio de Janeiro está o conto “Samba, negro”, premiado em concurso literário, promovido pela Academia Sergipana de Letras. Também foi bem sucedido na área de pintura. Suas telas, hoje, encontram-se em diversas pinacotecas de Aracaju, Maceió, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Morreu em Brasília, em fevereiro de 1963.

VANILTON ALVES
Vanilton Alves, jornalista, historiador, poeta e contista. Foi funcionário público por mais de 17 anos. Daí passou a atuar na área do jornalismo tendo trabalhando no jornal Cinform.
Em 2003 participou do concurso literário promovido pela Prefeitura de Aracaju sobre a Ponte do Imperador, conquistando o segundo lugar com a crônica “Uma Ponte para o Infinito”. Nesse mesmo ano inscreveu-se nos dois concursos promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura, ganhando o Prêmio Núbia Marques – Contos – com o livro “O Último Tear” e levando o segundo lugar do Prêmio Santos Souza – Poesia – com o livro “Chão de Poeira”.

ANA MEDINA
Ana Maria Fonseca Medina, coordenou a edição dos livros Alguns Nomes Antigos do Aracaju de Fernando Porto, Roteiro de Aracaju, de Mario Cabral (3ª edição) e cooperou na publicação das edições de Concílio Vaticano II – Novos Caminhos da Cristandade e A Natureza da Inteligência do Tomismo e na Inteligência de Hume, de Dom Luciano Jose Cabral Duarte.
Lançou também Um dedinho de prosa – folheto para crianças sobre a vida de Horácio Hora. Escreveu o livro Ponte do Imperador, reeditado pelo Poder Municipal nas comemorações do Sesquicentenário de Aracaju, bem como a Memória da Ordem do Mérito Serigy E em 2006 lançou Cartas de Hermes Fontes – Angústia e Ternura. Em 2008, Ana Medina foi eleita para Academia Sergipana de Letras.

JOSÉ UMBERTO DIAS
Forma-se em ciências sociais pela Universidade Federal da Bahia em 1971. Aproxima-se do cinema num curso de iniciação cinematográfica ministrado pelo Grupo Experimental de Cinema da UFBA durante o ano de 1968. Já em 1971, ministra curso de cinema no Sesc, em Salvador. Desde fins dos anos 60 a meados dos 70, atua na cena cinematográfica de Salvador, dirigindo, fotografando, roteirizando e montando curtas em super-8 e 16mm. Em 1972, realiza um longa-metragem em 35mm, O Anjo Negro, antes de dar seqüência a uma longa produção de filmes em super-8, realizados ao longo da década. Foi coordenador da Imagem e do Som da Fundação Cultural do Estado da Bahia, em 1976 e 1977. Nas décadas de 80 e 90, realiza vários trabalhos documentais em vídeo, muitos encomendados pela TVE-Bahia/IRDEB, como Monte Santo - O Caminho da Santa Cruza, Salvador em Película - Um Século de Memória, Memória em Película - A Bahia e o Estado Novo, A Capoeiragem na Bahia e O Povo do Carnaval. Versátil, atua ainda como crítico de cinema, ensaísta, ator, roteirista, escritor, dramaturgo e poeta. Em 1984, realiza o espetáculo teatral O Beijo Final. Publica os livros A História do Cinema Vista da Província (organização, estudo e ensaio da obra póstuma de Walter da Silveira / Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1978), Dada (romance sobre o cangaço / Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1988), Ultraleve (crônicas / Editora A Tarde, 1989), Alexandre Robatto Filho – Pioneiro do Cinema Baiano (pesquisa em parceria com André Setaro / Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1993), Desconhece-te (peça teatral / Edição independente, 2000). Muitos dos seus filmes são premiados em festivais brasileiros: é o caso de Urubu (Festivais de Curitiba e Aracaju, 1977 e 1978) e Maíra (Festival do Maranhão, 1983). Hoje, dirige trabalhos em vídeo.

ANTÔNIO MONRAD
Antônio Monrad é filho do conhecido “Seu Menininho da Padaria”. ‘Professor, jornalista, poeta, escritor e dramaturgo. Nasceu em Sergipe, no ano de 1966. Estudou Filosofia, Teologia e Serviço Social. Fez mestrado em Ciências da Religião e doutorado em Teologia Bíblica. Radicado há 20 anos na cidade do Rio de Janeiro. Autor de doze obras literárias publicadas: Minha Vida, Minhas Poesias (1992 - Poesia), Concepção de uma Imaginação (1993 - Texto Teatral), Baluarte da Vida (1995 - Poesia), Palavras em Cartaz (1996 - Poesia), Mistura Fina (1997 - Texto Teatral), Contemplação/Poesia Teológica (1997 - Poesia), Sergipe, Meu Papagaio das Asas Douradas/Um Conto de Carnaval (1999 - Ensaio), Angelitude/Hermes Fontes, O Poeta Absoluto (2000 - Poesia), Primeira Comunhão (2001 - Roteiro para Microssérie), Monte Alegre (2002 - Romance), O Crime da Praça da Liberdade (2004 - Romance), As Dores Do Mundo (2005 - Contos), O Oratório (2007 - Romance). Todas as publicações mencionadas acima, fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e do Real Gabinete Português de Leitura’.

MÚSICOS, CANTORES E COMPOSITORES
CARNERA
Urscino Fontes de Araújo Góes, o Carnera. Nasceu em Boquim no dia 26 de junho de 1920. Era filho de Manoel de Araújo Góes e Judite Fontes Góes. Por dois anos tocou em programa do rádio paulista, quando morava em São Paulo. Fundou a Rádio Aperipê, em Sergipe, onde foi responsável pela programação de música ao vivo da emissora e acompanhou com o violão os monstros da música brasileira do passado, como Francisco Alves.

FLORIANO CABEÇA
FLORIANO NOGUEIRA SANTOS, o Cabeça de Frade, nasceu em Boquim, em 06 de fevereiro de 1952. Filho de Jose Domingos dos Santos e Arcanja Maria Nogueira, a dona Santinha, começou sua vida musical em 1982, quando entrou para o Conservatório Beethoven, na cidade de São Vicente (SP). Ali estudou com afinco violão clássico. Daí foi parar no Centro de Estudos Folclóricos de Santos, na Escola de Música Henrique Osvald), onde adquiriu conhecimento da música popular brasileira, participando do grupo Violão Clássico, Coral e Dança do Pastoril. Está face, na sua opinião, foi marcante para sua vida musical. “Aí foi onde encontrei minha definição para arte”, afirma. Retornando a Boquim em 1988, decidiu formar o grupo o “Nordeste Independente”. Integravam o grupo o cantor e compositor Zé Costa, o sanfoneiro Manoel Sotero, o trianguista Pinto e o zabumbista Louro. Em 1993 gravou o primeiro LP. As músicas que evidenciaram o grupo e Cabeça de Frade foram: Forró do Penetra, Cadê o Boi, Cavaleiro Solitário, A Volta do Nordestino, Quem Tem Tem, Mistério da Natureza, Amor de Vaqueiro, Pássaro Livre, Sabiá da Laranjeira e O Cabeça Chegou, entre outras.

DIÓGENES SERESTEIRO
De família tradicionalmente de músicos, o pai (José Aristóteles de Jesus) cantava e tocava violão, Diógenes também começou a tocar o instrumento e a cantar na porta das namoradas, sem pretensões de seguir a carreira de cantor. Foi daí que o povo ouvindo-o começou a estimulá-lo com elogios do tipo: ‘rapaz, você tem uma voz bonita’. Não deu outra, foi parar no primeiro conjunto de Boquim, o “Nightthe Boys”, criado por Edvaldo Medeiros, que à época trabalhava na Estação Ferroviária de Boquim. “Eu tinha 17 anos quando comecei. Lembro-me como se fosse hoje a primeira música que ensaiei, foi: ‘Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatlese Os Rolling Stones’, e também: ‘Querem me matar de rir, fazendo cócegas’. Daquele dia até hoje não pude mais largar a música”, relata o seresteiro com mais de 40 anos de estrada.
Boquim conta ainda com cantores e músicos como, ZÉ COSTA,  JOÃO MELLO, LUIZ RODRIGUES (retalho Nordestino), DIONE CHAGAS, BOY,  PIRRITA, GLAUCIONE, ESTHER, MOACIR FORROCHA, DURVAL, DJALMA, MAZÉ CHAVES e ABELHA, entre outros.

BANDAS
O município de Boquim destaca-se ainda pela formação de excelentes bandas a exemplo da SEEWAY, NOVOS NOMADES, PARAN”GOLADA, PASSARO LIVRE, RITMOS DO ACORDEON, CABEÇA DE FRADE

ARTISTICAS  PLÁSTICOS
No cenário das artes plásticos Boquim também é destaque com uma série de artistas, entre eles destacam—se DIONE CHAGAS, DEAN,  KALINE, AROALDO, CICERO, DOMINGOS, TINHO
ANINHA, MELISSA e EDSON MONTES.

ATOR
Ivo Adenil